
Neste penúltimo dia de semana de moda de Paris, a Valentino apresenta seu verão 2026 onde levanta um questionamento pertinente para a temporada das mudanças, das estreias, do que há de novo? O que é novo? Onde está sua luz? Nas trends ditas por terceiros ou você tem luz própria ou melhor personalidade para brilhar de forma autêntica?
Apesar da temática interessante a coleção se permite a oferecer o belo dentre o clássico, peças já vistas e reconhecíveis, quiçá atemporais e obrigatórias em qualquer closet com twist nos materiais, que têm em sua cor ou fibra o tal “brilho próprio” ocasionando até mesmo na penumbra seu lugar de destaque.
Camisarias com lapelas e mangas drapedas, saias-lápis desenhando a silhueta que bebe nos anos 1940, mas colam-se mais ao corpo que vezes surgem transparentes e reveladores. As moulages greco-romanas amadas de Vionet trazem romantismo e feminilidade erótica a coleção que não se prendeu aos excessos de acessórios como costumeiro por Alessandro Michele, poucas bolas e sapatos mais discretos apenas se opuseram a opulência das maxibijouxs douradas com cristais.
O apelo mais comercial da coleção se enquadra na década pré e pós guerra que inspira o criativo, que em meio a escassez, em meio a perdas, em meio a conflitos, em meio ao egoísmo das lideranças, o desejo por paz brilha também naqueles que buscam sua luz própria, como vaga-lumes em céu sem estrelas, independentemente das circunstâncias, tempo, clima ou adversidades, a chama não pode apagar.
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