
As vendas da Chanel voltaram a crescer no ano passado, superando a forte recessão do setor com investimentos em novas lojas e uma ampla reformulação criativa que posiciona a gigante francesa de alta-costura e beleza para ganhar ainda mais terreno sobre os concorrentes nos próximos meses.
“Nossa abordagem de investimento a longo prazo impulsionou um ano de excepcional dinamismo criativo em toda a marca, o que acreditamos que impactará positivamente os números de 2025 e contribuirá para a força contínua da nossa marca”, afirma a CEO Leena Nair.
A receita para o ano encerrado em 31 de dezembro aumentou 2%, para US$ 19,3 bilhões, com o crescimento liderado pelos Estados Unidos. Isso se compara a uma queda de 2% na divisão de moda e artigos de couro da LVMH, que abriga Louis Vuitton e Dior, enquanto as vendas caíram 10% na Kering, proprietária da Gucci.
A Chanel tem se concentrado em manter um alto nível de investimentos, inclusive em sua rede de varejo, enquanto muitos de seus concorrentes estão em processo de redução de custos, fechando lojas. O lucro operacional aumentou 5%.
Por região, o crescimento da Chanel em 2025 foi liderado pelas Américas (alta de 7,2%) e pela Europa (alta de 2,5%), esta última impulsionada pela França, Itália e Espanha.
A região Ásia-Pacífico apresentou queda de 0,8%, apesar das melhorias ao longo do ano, principalmente na Coreia do Sul e no Japão.
Por categoria, o prêt-à-porter liderou o forte desempenho da moda, juntamente com a nova campanha da bolsa Chanel 25, estrelada por Dua Lipa. A linha de fragrâncias e beleza foi impulsionada principalmente pelo perfume Chance Eau Splendide, além dos produtos para cuidados com a pele. O crescimento na divisão de relógios e joias foi impulsionado pelo forte desempenho da coleção Coco Crush e da alta joalheria.
Os novos designs do diretor criativo Matthieu Blazy ainda estão chegando às lojas, mas a estreia do estilista nas passarelas em outubro, seguida por aparições badaladas de Nova York a Biarritz, já geraram um entusiasmo renovado pela marca, provocando a “Blazymania” e colocando a Chanel no topo do ranking de marcas mais desejadas da Lyst nos primeiros três meses do ano.



