
Sempre haverá uma luz no fim do túnel. Entre o apocalipse e a calmaria, Pierpaolo Piccioli trava uma batalha de estéticas, história e silhuetas para o inverno 2026 da Balenciaga.
Se na sua estreia como diretor criativo percebemos uma intenção de trazer uma moda menos rebelde e streetwear, agora entendemos que a intenção era dar um novo norte para o que fez da marca hit de vendas nos últimos anos.
Esperto que só ele, o estilista dosou bem sua mão primorosa e aplicou diretamente nos ícones da atual clientela, propondo uma solução menos viral e direcionada a um único item, para se vender uma ideia mais global. Então sneakers surgem em looks casuais e festivos, bem como as maxibolsas e maximoletons, que ganham sofisticação a mais combinadas a luvas de couro em cores contrastantes e vivas.
Assimetrias e recortes trazem uma pitada sexy aos looks, que cruzaram uma passarela onde projeções com frames de cidades iluminadas e a luz em natura do entardecer ou da lua se misturavam ao brilho de olhares plurais e multiculturais.
Essas combinações visuais criadas em colaboração com Sam Levinson, de “Euphoria”, complementou a aura angustiante do início super dark do desfile aos belos logos brilhantes do final já mais esperançosos.
A narrativa principal, no entanto, fica para o que já falamos em outras críticas por aqui durante esta cobertura, ao apostar na estética streetwear mesmo que elevada, é um certo pé no freio sinalizando cautela tendo em vista que há uma crise eminente, e contar com o time que esta ganhando é prudente.
Então, apesar de esperarmos muito de Pierpaolo – afinal ele é um gênio da elegância e sofisticação -, vamos ter de aguardar um pouco mais para que a Balenciaga tenha brilho cintilante 100% novo.
Mas calma que sempre haverá luz no fim do túnel: a cartela de cores que amamos já surge como puro encantamento.
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