
É um ponto fora da curva – a Hermès tem motivos de sobra para seguir relevante e ultradesejável, mesmo com seu perfil comercial cada vez mais excludente.
Polêmicas no mundo da moda não faltam, as casas de moda europeias e até mesmo as personas criativas associadas à lados errados politicamente, com discursos de ódio e até mesmo apoiando ataques, tem na Hermès uma recente exposição que a coloca também nos holofotes dos cadernos criminais dos principais jornais, mas no polêmico caso Epstein. Porém, a marca francesa sai por cima, até o momento do que foi divulgado, a posição é a certa e que nós aplaudimos de fato.
E Nadège Vanhee, inteligentérrima, consegue, aos moldes do esperado, pincelar sutis menções a essa atitude da Hermès. Casca grossa, em couros da maior qualidade já vista no planeta, são destaque nos looks de ar anos 1960, com minissaias e jumpsuits e conjuntos colados ao corpo de futurista. Bem como nos vestidos em A – destaque para a versão em matelassê com print de aquarela com estrutura metálica e fundo amarelado em que os desenhos da arte também desenham o corpo em uma ilusão óptica deliciosa.
Os casacos e jaquetas – longos e curtos – ganham mais um fator de diferenciação na construção. As assimetrias, onde zíperes circundam o dorso, ou nas versões até o meio das coxas ou canelas. As botas sobem até acima do joelho, quase alcançando as barras das bermudas de corte ciclista que impactam positivamente a coleção, que desfila em uma estrada de curvas acentuadas, onde mesmo na dificuldade a paisagem visual vale a pena.
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