
Em branco e preto, a Dior apresenta sua coleção masculina de inverno 2025, que resgata a conhecida construção em H desenvolvida pelo fundador da maison nos anos 1950, recebe frescor pelo olhar de Kim Jones, diretor criativo da marca, e que ainda hoje receberá a grande honraria francesa de Cavaleiro da Legião da Honra.
A esperta escolha por uma cartela de cores enxuta nos obriga a olhar para a construção das peças com mais foco, das desconstruções da alfaiataria, às inversões de posição de colarinhos e plastron para as costas de casacos, volumes nas laterais de blazers e calças, nos decotes canoa e retos de t-shirts e suéteres, propõe uma imagem menos militarizada como era na referência de Christian Dior e agora muito mais orientalizada em sintonia total com a base fiel de clientes da marca.
As gravatas como vendas aos olhos em alguns modelos caminhando pela extensa passarela com escadas, dão tom irônico ao look executivo dos grandes entendedores de finança e mercado, que as usam como uniformes e para passar confiança, mas Kim está de olhos bem abertos e entende que o sucesso caminha lado a lado ao respeito, ao identificar os seus, e entregar o bem feito, que por sinal, o que eram as bombers impecáveis, corte certo, coringas para tudo e puro desejo? Bravo!















