
A Shein, varejista chinesa de ultra-fast-fashion, recebeu sinal verde de Pequim para abrir seu capital em Hong Kong, segundo um comunicado publicado nesta sexta-feira (10.07), no site da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China.
Como uma das maiores varejistas de moda online do mundo, a Shein terá permissão para emitir até 341,6 milhões de ações na Bolsa de Valores de Hong Kong, de acordo com o comunicado.
A Shein deve concluir todo o processo de emissão e listagem nos próximos 12 meses, acrescentou o comunicado.
A varejista havia tentado inicialmente listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York, mas a iniciativa foi barrada por legisladores dos EUA em 2023. Posteriormente, a empresa voltou suas atenções para Londres em 2025, segundo relatos da época.
Embora a oferta pública inicial tenha recebido sinal verde da Financial Conduct Authority (autoridade reguladora do mercado financeiro do Reino Unido), o processo foi bloqueado por Pequim; em 2023, o governo chinês aprovou uma nova regra permitindo que a CSRC (órgão regulador de valores mobiliários da China) analisasse e aprovasse pedidos de listagem de empresas chinesas no exterior.
Voltando-se para Hong Kong, a Shein protocolou seu pedido confidencial de listagem no centro financeiro em junho passado, conforme noticiado pela Reuters na ocasião.
O IPO em Hong Kong poderia avaliar a Shein entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões, segundo fontes da Reuters.
A última rodada de captação de recursos da Shein, realizada em maio de 2023, avaliou a empresa em US$ 66 bilhões.


