
A Burberry acaba de anunciar um prejuízo total de 3 milhões de libras esterlinas e queda de 17% de receita no seu mais recente ano fiscal, e uma das consequências mais esperadas é o corte de cerca de 1.700 postos de trabalho até 2027. Os resultados apresentaram queda geral de 12% em vendas no varejo, 20% no primeiro semestre fiscal e 5% no segundo – neste outro momento houve menos declínio pelo gerenciamento mais focado em apostar nos clássicos, com investimentos nos conhecidos trench coat e cachecol xadrez.
Além do cálculo do prejuízo total de £ 3 milhões, foi constatado um lucro operacional ajustado de £ 26 mi, drasticamente diferentes do lucro de £ 418 milhões no ano anterior. Ao longo do ano fiscal encerrado no último 31 de março, a receita caiu 17%, chegando a £ 2,461 bilhões e margem bruta de 62,5%, diferentemente da anterior de 67,7%. Já as vendas em lojas caíram 12%, enquanto no ano anterior tinham decrescido apenas 1%.
Com números decrescentes, a empresa fundada por Thomas Burberry optou por mais um plano de contenção de gastos até o ano fiscal de 2027. Tendo proposto economia de anteriores £ 40 milhões, agora o número chegará a £ 100 milhões. Dentro desse plano, até 1.700 empregos globais podem ser eliminados, que representam 17% da força de trabalho da marca.
Para uma sucessão de respostas não favoráveis, em julho de 2024, a grife britânica trocou de CEO, pondo Joshua Schulman na posição, esperando novos rumos estratégicos. Joshua conseguiu conter uma queda ainda maior dos números, mas não o suficiente para resultados muito diferentes dos demonstrados.
Schulman afirmou que os clientes têm respondido bem às campanhas, com vendas resilientes de outerwear e cachecóis e disse estar muito otimista com o futuro da Burberry.



