
A maior trend da cultura pop dos últimos tempos tem nome: Labubu. Esse bichinho, que toma conta das telas, das bolsas e mochilas de celebridades e anônimos pelo planeta, tem apelo fofo e um pouco assustador, ao mesmo tempo. Em formato de elfo, ele conta com dentes serrados e orelhas apontadas para cima. Sua inspiração vem da mitologia nórdica, de quando o seu criador, o artista e ilustrador Kasing Lung, se mudou de Hong Kong para os Países Baixos. A criaturinha faz parte da coleção de histórias infantis “The Monsters”, que também inclui Zimomo, Tycoco e Spooky.
Criado para a trilogia de livros infantis em 2015, o bichinho não fez sucesso até 2019, quando seus direitos foram adquiridos pela fabricante chinesa de toys PopMart. Mas o boom mesmo começou em 2023, quando os bonecos começaram a vir em pingentes, como chaveiros. Em outubro do mesmo ano, eles apareceram em versões em pé, com cabeças, braços e pés ajustáveis.
Entre os lançamentos, o bichinho tem séries famosas e disputadas pelos colecionadores, como a Macaron, a Have a Seat e a Big Into Energy.

Em estilo de venda blind box – em que a seleção é feita aleatoriamente e não se sabe qual versão foi adquirida -, os bichinhos colecionáveis saem em inúmeras cores e formas. Desde a sua criação já foram disponibilizadas mais de 300 variações. Há, inclusive, parcerias lucrativas, como a coleção com a Coca-Cola.

É inegável que dois nomes foram necessários para essa febre de consumo: a rede social chinesa TikTok, com seu compartilhamento rápido de tendências que conquistam todas as gerações, principalmente a Z; e Lisa, do grupo sul-coreano BLACKPINK, que recorrentemente os utiliza em suas bolsas e compartilha sua paixão com os fãs. Em entrevista viral à “Vanity Fair”, ela revelou sua obsessão legítima pelo toy; apenas um dos vídeos já conta com mais de 2,7 milhões de visualizações.

O bichinho conquistou até mesmo a lenda da música Cher. Sempre à frente nas tendências, ela recentemente usou o bag charm em Nova York, durante o Festival de Cinema de Tribeca.

Outra estrela que aderiu à trend foi Rihanna. Ícone da música e da moda e parceira há anos do grupo LVMH, ela foi vista com um Labubu adornando sua bolsa Louis Vuitton.

A trend, tida por muitos como democrática, pelo baixo custo do toy art em loja, já é questionada. Por mais que o Labubu custe entre US$ 20 e US$ 30 na própria loja da PopMart, ele tende a esgotar muito rápido e ser revendido por centenas de dólares mundo afora. E, além dos usuais bonequinhos que cabem na palma das mãos, opções de figura de vinil podem chegar a 78,7cm, com etiqueta de US$ 960. Além dessas versões premium em tamanho “família”, a trend perde seu quê acessível por ser muitas vezes aliada ao adorno da Birkin, um dos modelos de bolsa mais caros do mundo. O ícone da Hermès já apareceu decorado por Dua Lipa, entre outras celebs internacionais.
Como estratégia de branding, mantendo o universo da marca, a PopMart abriu seu primeiro e único parque temático em Pequim, na China, para a interação do público com suas criações. Entre Labubus e outros personagens que ganham vida, a PopLand, ou PopMart City Park, se estende por 40.000m² na região do Parque Chaoyang, na capital chinesa. No local, estão disponíveis edições exclusivas dos colecionáveis, instalações instagramáveis e merchandise em edição limitada.
A marca também expandiu seu portfólio e criou a loja-conceito de joalheria Popop, aberta na última sexta-feira (13.06), em Xangai, China. O segmento será responsável por vender acessórios adornados dos principais personagens, entre eles, o Labubu.



